Uma discussão sobre a estratégia de inovação aberta em grandes empresas e os programas de relacionamento voltados para Startups no Brasil

Pollyana Carvalho Varrichio

Resumo


A estratégia de inovação aberta adotada por grandes empresas brasileiras apresenta uma nova tendência no Brasil: a aproximação com startups como uma fonte de inspiração, conhecimento e inovação. O objetivo deste artigo é discutir e analisar comparativamente este movimento recente e crescente, observado no Brasil, de grandes empresas, que estruturam programas de inovação aberta voltados ao público de startups. A metodologia consistiu em um estudo exploratório a partir da coleta e sistematização de dados secundários, o que permitiu o mapeamento dessas iniciativas e nos casos selecionados: a experiência da Natura, da Braskem, da Telefônica e do Bradesco. Nas experiências analisadas, há uma diversidade de modelos, os quais variam desde o financiamento, de chamadas públicas até um relacionamento de longo prazo - como uma aceleradora de startups. A contribuição da pesquisa consiste em sistematizar e analisar comparativamente programas de relacionamento de grandes empresas, que adotam a estratégia de inovação aberta, direcionadas a startups no Brasil, analisando os riscos e oportunidades deste relacionamento frente à capacidade de absorção dos agentes envolvidos. Se, por um lado, este movimento pode ser considerado positivo, porque fomenta o empreendedorismo e desenvolve o ecossistema de inovação no país, por outro, ainda é um relacionamento desigual diante das diferentes capacidades de absorção dos envolvidos, o que requer uma avaliação minuciosa dos impactos nas startups no longo prazo.


Palavras-chave


inovação aberta, empreendedorismo, startups, ecossistema de inovação

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DOI: https://doi.org/10.13059/racef.v7i1.251

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ISSN: 2178-7638